Porque essa dependência? Creio que o motivo básico é a necessidade que muitas pessoas têm de se apoiar em algum ponto de referência mais ou menos mágico que lhes permita se sentir mais seguros para enfrentar os desafios da existência. Um "plano espiritual" com poderes para me resguardar das intempéries da vida torna as coisas muito mais confortáveis. Ainda mais se eu dispuser de um ou mais médiuns, sempre à mão para enviar os meus pedidos de orientação. Transfiro então a responsabilidade das minhas decisões para o chamado "guia principal", recebido pelo "médium principal", que funciona, assim, como um sacerdote.
Tudo isto é compreensível. Faz parte da fragilidade de muitos.
É compreensível. Mas não deve ser estimulado.
Existem outras causas.
"O espiritismo é uma opinião que não exige qualquer profissão de fé, e pode estender-se ao todo ou parte dos princípios da doutrina.Basta simpatizar com a ideia, para ser espírita". Allan Kardec. Revista Espírita, Janeiro 1869 O blog do Mauro Operti
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O "Plano Espiritual"
Os espíritas brasileiros adotam uma opinião muito peculiar sobre as relações entre os homens e os espíritos. Esta visão é equivocada e leva os espíritas a visualizar de uma forma extremamente burocrática e submissa essas relações. A quase totalidade dos frequentadores de centros ( e aí estão incluidos assistentes, trabalhadores e dirigentes) acredita que os homens, espíritos encarnados, estão sujeitos à direção e ao arbítrio dos desencarnados, tanto dos bons como dos maus espíritos, deixando-lhes quase nenhuma liberdade para tomar decisões, seja na vida pessoal como nas atividades doutrinárias.
O discurso pode ser diferente mas a prática é esta. Em quase todos ( ou a totalidade...) os centros espíritas ergue~se a sombra temida e sacralizada do "plano espiritual" ou, simplesmente, o "plano" ou a "espiritualidade", que tem que ser consultada a cada passo. Nenhuma decisão se toma, administrativa ou pessoal, sem que o "plano" dê o seu aval.
O discurso pode ser diferente mas a prática é esta. Em quase todos ( ou a totalidade...) os centros espíritas ergue~se a sombra temida e sacralizada do "plano espiritual" ou, simplesmente, o "plano" ou a "espiritualidade", que tem que ser consultada a cada passo. Nenhuma decisão se toma, administrativa ou pessoal, sem que o "plano" dê o seu aval.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Porque falar primeiro do mundo espiritual?
As postagens anteriores tiveram um objetivo: apresentar a minha visão sobre o que chamamos de "mundo espiritual" e como esta condição de existência se interrelaciona, em termos gerais, com o que chamamos "mundo material". Porque me dispuz a levantar esta questão?
Eis o que penso:
As questões básicas da visão de mundo espírita, em torno das quais todo o restante gira, são:
Eis o que penso:
As questões básicas da visão de mundo espírita, em torno das quais todo o restante gira, são:
- a natureza do ser espiritual (o que é o espírito?)
- a natureza da condição de vida que chamamos de "mundo espíritual" (como os espíritos vivem? como eles se relacionam com os homens?)
- a natureza do que chamamos de "reencarnação", o processo que liga o ser espiritual ao mundo material ("porque renascemos?")
- a natureza do que chamamos de "mediunidade", o instrumento de observação de que dispomos para apreender as caracteristicas das coisas do espírito
sábado, 15 de janeiro de 2011
Alerta
Estabeleçamos, desde logo, que este blog é endereçado a espíritas e não se propõe divulgar a doutrina espírita.Partimos, sem discussão, da premissa espírita, a sobrevivência do ser espiritual à morte do corpo. O que pomos para questionamentos ou críticas são os diversos aspectos sob os quais se pode examinar esta sobrevivência.
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