Os espíritas brasileiros adotam uma opinião muito peculiar sobre as relações entre os homens e os espíritos. Esta visão é equivocada e leva os espíritas a visualizar de uma forma extremamente burocrática e submissa essas relações. A quase totalidade dos frequentadores de centros ( e aí estão incluidos assistentes, trabalhadores e dirigentes) acredita que os homens, espíritos encarnados, estão sujeitos à direção e ao arbítrio dos desencarnados, tanto dos bons como dos maus espíritos, deixando-lhes quase nenhuma liberdade para tomar decisões, seja na vida pessoal como nas atividades doutrinárias.
O discurso pode ser diferente mas a prática é esta. Em quase todos ( ou a totalidade...) os centros espíritas ergue~se a sombra temida e sacralizada do "plano espiritual" ou, simplesmente, o "plano" ou a "espiritualidade", que tem que ser consultada a cada passo. Nenhuma decisão se toma, administrativa ou pessoal, sem que o "plano" dê o seu aval.
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