segunda-feira, 30 de maio de 2011

O movimento que não vingou

Kardec, em livros e na Revista Espírita, deixou bem clara a sua convicção de que o papel do espiritismo seria de propiciar a renovação moral da humanidade através das provas irrefutáveis da sobrevivência do ser espiritual depois da morte do corpo. Na esteira desta comprovação viria a disseminação da idéia de reencarnação e da comunicação entre os dois planos de vida, pela mediunidade.
Esta convicção se fundava na rapidez da propagação das idéias espíritas em muitos paises (especialmente os europeus) e da adesão de personalidades conhecidas, senão às idéias pelo menos à realidade do fenômeno.
Descobrir-se as razões pelas quais o movimento não vingou depois de início tão promissor é questão de solução difícil. Pode-se alinhas razões sociológicas e razões espirituais. O fato é que não parece que a sociedade, como um todo, tenha sido tocada pela doutrina, embora a idéia de rencarnação esteja disseminada entre uma parcela da população, mesmo que minoritária, em alguns poucos paises, como os Estados Unidos, em que atores famosos se declaram adeptos da ideia, nos meios de comunicação, o que amplifica a repercussão e dá  uma impressão exagerada do significado do fato. O mais provável é que a reencarnação seja relacionada  mais com exotismos que com ilações de ordem moral.

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