A sociedade dos homens e a sociedade espiritual se interpenetram, porque as relações tecidas durante a vida terrestre e durante a vida espiritual permanecem, após a morte do corpo e após o renascimento. Os projetos comuns idealizados, os conflitos e querelas ou a simples afetividade, os interesses e preferências e a disposição de ajudar, especialmente aqueles escolhidos pelo coração mas também aos que o dever moral aponta como credores ,de dívidas às vezes contraidas em tempos remotos, encaminham os espíritos a estagiar entre os homens.
Guiados então pela Lei de Afinidade e pela Lei de Solidariedade, espíritos já interessados em ajudar os que ficaram na Terra aproximam-se daqueles a quem por alguma razão se sentem ligados e com eles desenvolvem projetos de vida, relativos às suas vidas individuais ou a instituições e tarefas. São os Protetores, de quem fala a Doutrina Espírita. São também conhecidos como Guias ou Mentores. Se a amplitude dos projetos abarca, nos seus objetivos nobres, coletividades maiores ou menores, costuma-se chama-los, impropriamente, de Missionários.
Em realidade, todos estes espíritos estão obedecendo a um aspecto da Lei, que impele todo ser espiritual na direção de outros seres espirituais, formulando, de maneira consciente ou inconsciente, projetos de vida.
Dentro deste quadro amplo da vida, em todos os seus aspectos, os espíritos interagem com os homens, para o bem ou para o mal, desde que o seu interesse e a sua atenção estejam, de alguma forma, voltados para a vida terrestre. Se não for assim, voltam-se para a existência espiritual e nela permanecem, até que o seu livre-arbítrio ou a força mesma das coisas, impelindo-os na direção do progresso, lhes recomendem o retorno.
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