A sociedade dos espíritos é constituida pelas almas dos homens, depois da morte.
A perda do corpo não altera essencialmente as características do ser espiritual mas as suas percepções e a sua capacidade de expressão já não mais são amortecidas pela ligação com o corpo físico. Além disto, as paixões suscitadas pelas necessidades materiais perdem a sua razão de ser.
Permanecem, porém, o seu mundo mental e o seu universo afetivo. Permanecem, portanto, as suas lembranças, as suas preferências, as suas afinidades. Formam grupos e comunidades do mesmo modo que os homens formam as suas comunidades e se aproximam uns dos outros pelos mesmos impulsos. Não tendo a constrição do corpo físico que lhes restrinja ou oculte a expressão do mundo íntimo (pensamentos e sentimentos), mostram-se como são e as relações de hierarquia e autoridade se podem exercer com muitíssimo maior facilidade.
Desprendem-se gradualmente do condicionamento mental da forma, à proporção que se vão distanciando emocionalmente das lembranças exclusivas do ambiente físico.
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