sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A premissa espírita

Para entender e validar a proposição inicial temos que partir da premissa espírita:
     " Há no homem, associado ao corpo, um ente espiritual que sobrevive à morte deste corpo"
Esta premissa, que parte de fatos observados, testemunhados e relatados em todas as épocas e em todos os lugares, não é passível de comprovação ou negação definitivas. Observa-se os fatos e deles se infere uma explicação. A interpretação espírita para os fatos observados é que o ente espiritual permanece após a morte do corpo.
Estendendo a observação e a interpretação dos fatos para além da simples constatação da sobrevivência do ser espiritual muitas proposições podem ser feitas. Nesta etapa existe a possibilidade de divergências sobre a natureza e as características da vida pós-morte. Diferentes observadores e comentaristas podem produzir descrições que diferem em detalhes e que, eventualmente, se contradizem. Por isso Kardec usou o critério da universalidade do ensino, para apresentar um quadro o mais possível aproximado do que seria a realidade do mundo espiritual.
Dentre as muitas proposições possíveis para descrever a natureza do mundo espiritual, escolho, para balizar o meu raciocínio, as seguintes, por me parecerem as mais bem fundamentadas nos fatos:
  • o ente espiritual permanece com as características morais e intelectuais que pertenciam ao homem
  • o ente espiritual constitui com outros entes espirituais, nas suas novas condições de existência, uma sociedade análoga (mas não igual) à sociedade dos homens
  • o ente espiritual pode se comunicar (entrar em relação) com os homens
  • a sociedade dos homens está em relação com a sociedade dos entes espirituais

Um comentário:

  1. Perfeito Mauro. Só não entende quem não quer, pois pra entender, não precisa acreditar.
    Forte Abraço Amigo!!

    Vinicius Cardoso

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