O corpo humano é simplesmente a estrutura biológica mais complexa. O processo de construção de tal maravilha de complexidade e funcionalidade pode ser rastreado a partir do conhecimento das leis da natureza, da quimica e da física.
A ciência então provou que a resposta à pergunta 356 está certa? Não, apenas podemos dizer que a afirmativa lá expressa é compatível com o que a ciência biológica tem descoberto. Os cientistas não têm condição de dizer se o espiritismo está certo ou errado mas podemos recorrer aos resultados da pesquisa para avaliar se tal ou qual afirmativa doutrinária é ou não contrariada por estes resultados.
Mas nem toda afirmativa doutrinária pode ser cotejada com a pesquisa científica. No caso da pergunta 356 isto é possível porque o fato apontado está dentro da nossa capacidade de observação. Se na resposta se dissesse que um feto natimorto pode ressuscitar, esta afirmativa seria incompatível com o conhecimento científico estabelecido. Mas a afirmativa doutrinária sobre a existência e as características do perispírito não é passível de ser comparada com o que diz a pesquisa científica atual porque esta não tem o instrumental adequado para avaliar se o perispírito existe ou não. Consequentemente não tem como se pronunciar, nem contra nem a favor.
Sempre que se ouvir dizer, ou se ler que em tal lugar ou o Dr. Fulano provou que o Espírito existe ou que foi comprovada a existência do perispírito ou coisa equivalente, pode-se ficar certo de que é história mal contada...
O espiritismo é a ciência da alma e nada ou quase nada tem a ver com as ciências naturais. No final do século XIX, quando se descobriu os raios X, os espíritas ficaram deslumbrados porque finalmente estava comprovada a existência dos fluidos espírituais. E, recentemente, quando os meios de comunicação começaram a falar em anti-matéria, em alguns orgãos da imprensa espírita escreveu-se que finalmente estava comprovada a existência do espírito...
Mauro, por que motivos não seria interessante provar a constituição da "matéria espiritual" ou outras afirmativas apresentadas nas obras espíritas pelas ciências terrenas? Isso não tornaria mais íntimo o contato do homem como entidade complexa (corpo físico + espírito) consigo mesmo e tudo que o cerca? Não possibilitaria que convivêssemos melhor com moléstias psicossomáticas, com a própria morte ou com os outros seres? Isso não nos prepararia melhor para a vida aqui ou no mundo espiritual? Por que esse paralelo (se é que é paralelo) não seria importante? Grande abraço :)
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